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Sonhos alheios
Sonhos alheios

 

é de ilusão, é de areia / o sonho que vem embalar / e sonha os sonhos alheios / e esquece o seu próprio sonhar / é desrazão, é sereia / o orvalho que vem com o luar / e lembra, a lembrança das teias / que tecem o seu próprio lembrar / poeira, não cubra os meus olhos / pois eu quero ver, desvendar / os remédios, os mistérios do escuro / de ser, de não ser, de pensar. / a “coisa em si” é segredo / é medo no humano olhar / é promessa de mil pesadelos / num plano de pressa vulgar / é de tesão, é da veia / a minha estrela do mar / mas a tatuagem nos seios / suspira no mesmo pulsar. / gestos de mão, casa cheia / escondem a tristeza do olhar / e vale o fim mais que os meios / na história de quem vai contar. / canseira, não triture os meus ossos / não mostre o medo de amar / não esconda o sabor dos anseios / na busca de um vasto alcançar / o conhecer é degredo / pra quem não encontra lugar / e a vida é contar desenredos / mesma hora, dia e lugar.

 

 

 

In. CD Criaturas Silenciosas
SONHOS ALHEIOS

(Marcelo Cavalcante & Mano Ferreira)

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