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Poesia: "Cercas" - in. Semblantes e Noturnos
Poesia: "Cercas" - in. Semblantes e Noturnos

Cercas

 

 

Entre o sol e o sertão,

as cercas e os garranchos secos

dialogam a secura

e a lonjura dentre a terra e  o infinito.

Essa lida mofina não amaina

e se prolonga noite adentro

            dia afora.

Neste cenário

de sem sabor e calcário,

sem brincadeiras

            o menino não deixa bater a porteira

antes que aconteça

e o mundo desmorone sobre sua cabeça.

A poeira é a versão modificada

da paisagem de aspereza decodificada

pela ilusão vazia do infinito

            que vadia noite adentro,

            afora o dia.

Os demônios, em suas desoras,

premem a mola

que movimenta o mundo

            e fazem a porteira bater

sobre as vidas desvairadas e sem fomentos.

Entre as cercas e os poemas

o homem se banha de terra e infinito,

pois que se vê bendito

            noite afora,

            dia adentro.

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