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CORPO
CORPO

In. CD Maias e Cavalcantes

CORPO

Marcelo Cavalcante

Marcelo Maia

Paulo Maia

 

Mulher, aproxima de mim esse corpo,

aproxima de mim a verdade,

uma outra verdade menos morta.

Sem receios ou variedades

eu quero é poder ser feliz

antes que o mundo se afogue no meu tédio

 

Amor, anima em mim esse gosto,

recrimina em nós a idade,

não negue o abrir destas portas;

num recreio por toda a cidade,

espero não ser mais atriz

neste fundo de iogue e monastério.

 

Mulher, aproxima de mim esse rosto,

aproxima de nós o espanto,

afasta de nós esses prédios,

que de tanto provar o cansaço

eu quero poder é dar fim

a esse meu corpo magro e acabado.

 

Amor, ilumina em mim esse fogo,

alucina este verso em branco,

arrasta a dor desses velhos,

que espero morrer nos seus braços,

num resto de amor sobre mim

ter o corpo em sal devorado.

 

Mulher, aproxima de mim esses lábios,

faz da rima em nós o sorriso,

afasta de nós o escárnio.

E não me traga de volta à estrada,

caminhada de longo cansaço

que me devolve frio e mastigado.

 

Amor, patrocina em mim um presságio,

alucina a vez que preciso,

desgasta a dor dos naufrágios.

E como paga por tanto embaraço

me faça rainha e aos pedaços

me envolva num rio de pecados.

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